domingo, Novembro 06, 2011

Agradecimento

É com muito gosto que depois de 5 anos, volto a escrever aqui no meu blog velhinho:D

Em primeiro lugar, queria agradecer a todos pelos comentários que fizeram...Escrevi este blog no meu 10º ano e alegra-me ver que há gente que ainda os utiliza! Significa que continuo a ser útil mesmo depois de cinco anos!

Muitos de vocês, fizeram-me perguntas ao longo deste tempo...mas eu nunca pude responder à maioria, uma vez que assinaram como anónimos.

Hoje voltei a receber um pedido de ajuda, pedido esse que me levou a vir escrever aqui informação importante:

MichelFugain623@hotmail.com --> é o meu email, podem escrever-me para aqui sempre que quiserem :)

Também estou no Facebook como : Ricardo Raposo Lopes :)

Muito Obrigado a todos!
Ricardo

segunda-feira, Junho 04, 2007

Poupança- noção e formas (investimento)

Olá a todos, venho publicar a matéria do último capítulo-Poupança e Investimento. Amanhã vamos ter o último teste do ano! Ainda por cima é de Economia. Bom, vamos abordar o tema Poupança.
Pode-se definir poupança como a parte do rendimento não gasta, no imediato, no consumo.
Nós não utilizamos os nossos rendimentos na altura, para podermos usá-los num futuro próximo.
Existem várias maneiras de guardar essas poupanças:
>Entesouramento-Quando um poupador guarda o dinheiro num cofre, passados anos, esse dinheiro continua a ser o mesmo, isto é não houve qualquer benefício.
>Depósito-Se o poupador depositar o dinheiro num banco, ao fim de x tempo obtém um aumento no valor da poupança.
>Investimento-É a aplicação da poupança na aquisição de bens destinados ao processo produtivo.

Como se sabe, a ideia de investir é bastante vaga, daí a existência de diferentes tipos de investimento:
->Investimento de inovação- não é mais do que aplicar o dinheiro em melhores equipamentos para a empresa e que portanto vão contribuir para uma melhor produtividade.
->Investimento de substituição- visa garantir a funcionabilidade dos equipamentos. Para que tal aconteça, é necessário substituir alguns desses equipamentos.
->Investimento de aumento de capacidade de produção- tem como objectivo, obter maior capacidade produtiva. É então que, na compra de mais equipamentos, se realiza este tipo de investimento.
Vão estudando...Eu vou falar a seguir das coisas mais chatas que existem. Até já...

terça-feira, Maio 08, 2007

A REdistribuição dos Rendimentos- Estado

Como já se falou anteriormente, a distribuição dos rendimentos não é igualitária, e como tal, compete ao Estado suavizar as desigualdades. Atenção que elas não desaparecem (desigualdades) mas podem sempre ser atenuadas.
O Estado recolhe então todos os rendimentos e redistribui-os de forma mais igual. Isto é uma forma simples de definir redistribuição dos rendimentos. O Estado serve-se de duas maneiras possíveis para este procedimento:
>Horizontalmente: actua do ponto de vista social beneficiando os mais pobres com subsidios (exemplo).
>Verticalmente: actua do ponto de vista fiscal afectando os mais ricos com impostos directos.
Vendo os objectivos temos que:
-As desigualdades diminuem; o Estado dá maiores acessibilidades aos mais pobres e cobre alguns riscos individuais.(acesso à saúde, emprego, subsídios...)
Existem também várias políticas que o Estado pode adoptar. Vejamos algumas delas:
=>Política de Preços: consiste em mexer directamente nos preços, baixando os preços dos bens mais essenciais como medicamentos e serviços como saúde e educação.
=>Política social: consiste em proteger os mais velhos e os jovens, inválidos e doentes. O melhor exemplo é a Segurança Social que protege estas pessoas, com subsídios etc.
=>Política fiscal: consiste na aplicação de impostos directos sobre os rendimentos das pessoas. Acabei de falar no IRS e IRC. Um imposto indirecto é o IVA.
Meus caros, agrada-me dizer que finalmente acabei a matéria e que estamos pronto para o teste. Até amanhã, bom estudo e boa sorte!

Repartição Pessoal dos Rendimentos e Leque Salarial

Olá, o teste é amanhã e ainda há assuntos a falar. Como sabemos, existe a análise dos rendimentos por função desempenhada e existe a pessoal. A repartição pessoal é mais específica, pois dá-nos uma melhor percepção do rendimento de uma família. Cada família pode ter diferentes fontes de rendimento: só salários ou salários e rendas ou juros ou lucros...Não esquecer que são repartições de rendimento independentes uma da outra e ao mesmo tempo complementares, pois uma ideia concreta dos rendimentos de um país só é possível com a análise destes 2 tipos.
Como repararam, desta forma existem famílias que ganham muito e outras pouco. Para se medirem as desigualdades entre as famílias existe o Leque Salarial, que se calcula da seguinte forma: (Salário mínimo/Sal. Máximo) / Salário Minimo= uma fracção. Suponham que a fracção é 1/13, isto significa que o salário máximo é 13 vezes superior ao salário mínimo!

Penso que, apesar dos esforços, não expliquei muito bem a 1ª parte do post, por isso aconselho a lerem a matéria no livro! No próximo post vamos ver como é que o Estado tenta atenuar, suavizar as desigualdades salariais. E obrigado D.Marta pelo serviço prestado à comunidade mundial. =D Bom estudo a todos!

segunda-feira, Maio 07, 2007

Diferentes Rendimentos e Curva de Lorenz

Olá de novo, vamos continuar o tema dos rendimentos...Tinha ficado nos diferentes rendimentos. Então passo a explicar cada um:

>Renda: quando uma empresa não tem lugar próprio para se estabelecer precisa de alugar um terreno. Claro está, tem de haver um arrendatário(aquele que arrenda) que cede o seu espaço em favor da "fixação" da empresa lá. E também é claro que tem de receber uma parte do que a empresa produz, sob a forma de renda.

>Lucro: uma empresa para ser criada requer investimentos iniciais que, normalmente, são da responsabilidade do empresário. O empresário arrisca assim o seu dinheiro num investimento que pode ser um sucesso ou um tremendo fracasso. O facto de ter arriscado merece um prémio. Este prémio é o lucro.

>Juro: por vezes, quando a empresa está no início ou está em crise, precisa de dinheiro com urgência que, por exemplo, o Banco lhe pode dar. O banco salva assim a empresa de um fiasco ou ajuda-a no seu desenvolvimento. Então, o facto de estar a ajudar no processo produtivo tem de receber a sua parte que neste caso é sob a forma de juro.

>Salário: o trabalho realizado pelo trabalhador é árduo e difícil, por isso a sua compensação traduz-se num salário. Este salário recebido pelo trabalhador chama-se salário nominal. Existe também o salário real que traduz a quantidade de bens e serviços que é possível adquirir com o salário nominal. Existem ainda outros dois tipos de salário: bruto(aquele que não tem nenhum desconto) e o líquido(aquele que já tem descontos para a seg. social e impostos).


Quanto à Curva de Lorenz não é mais do que um gráfico com o que as pessoas recebem em %. Existe a recta da equidistribuição que indica que todos recebem o mesmo. A curva de Lorenz indica as desigualdades entre essa distribuição. Quanto mais afastada da recta a Curva estiver, maior é a desigualdade na repartição dos rendimentos e vice-versa. Pus uma imagem só para explicitar melhor, não liguem ao que lá tem escrito.

Próximo tema é a repartição pessoal dos rendimentos e o leque salarial. Boa noite.

Rendimento e sua Repartição Funcional- RN e VA

Olá! Trago boas novidades, parece que o teste de Economia não é amanhã, mas sim na 4ª. Portanto temos mais tempo para ver este malfadado capítulo com calma. Bom, vamos falar de rendimentos, como se formam, como se distribuem. Neste post vamos ver isso.
Ora, já todos sabemos (espero) que a actividade produtiva é essencial para satisfazer as necessidades das pessoas. Sabemos também que quem intervém no processo produtivo deve ser recompensado pelo seu trabalho. Simplesmente os rendimentos resultam do processo produtivo.
Será que todos os que nela participam devem receber o mesmo? Naturalmente que não, uns ganham mais, outros menos. Os rendimentos poderão então ser distribuidos ou repartidos funcionalmente, ou seja, são distribuidos em função do cargo ou função que cada interveniente ocupa no processo produtivo. Num outro post já tinha falado de quem eram os intervenientes. Vou agora dizer quem são e o que recebem desse rendimento. O empresário recebe o lucro, o banco recebe o juro, o trabalhador recebe o salário e o proprietário do terreno recebe a renda.
Ora, se é em função do cargo que cada um desempenha, quais são os dois factores de produção usados? Capital e trabalho. Isto tudo para dizer que no factor de produção trabalho inserimos o trabalhador e que no factor capital inserimos o banco, empresário e o arrendatário.
Espero que tenha ficado claro esta parte: nos dois factores temos que inserir os agentes intervenientes no processo produtivo por forma a receberem o seu quinhão do rendimento total que é o RN (rendimento nacional) O rendimento nacional é a soma de todos os valores acrescentados criados pelas empresas. Isto é, a lã tem menos valor do que uma camisola de lã transformada. Então dizemos que o valor que a lã transformada ganhou se chama VA(Valor acrescentado)
No próximo post vou falar mais pormenorizadamente de cada um destes rendimentos. Bom trabalho.

domingo, Maio 06, 2007

Mercados de concorrência Imperfeita III-Oligopólio e Conc. Monopolística


Neste último post espero terminar o assunto dos mercados. Comecemos pelo Oligopólio.
Neste tipo de mercado existem muito poucas empresas a competir etre si. Tomemos a Coca-Cola e a Pepsi como exemplo. As duas empresas são concorrentes, pois oferecem o mesmo produto (ou parecido). Por isso se dizem empresas de bens diferenciados(porque tem diferenças). Acontece que nenhuma tem total controlo sobre o preço, visto haver sempre um concorrente. Por serem empresas rivais "próximas" e sempre "em guerra", não abrem muito espaço para a entrada de novos produtores ou empresas.

Quanto aos mercados de concorrência monopolística, existem muitos produtores, muitos consumidores e bens diferenciados ou não. Por exemplo as marcas de roupa, as roupas são parecidas(bens diferenciados). E podemos deduzir que, ao haverem muitos produtores, a entrada no mercado é fácil. A capacidade de controlar os preços é reduzida, isto é, estas empresas controlam mais os preços do que os do mercado perfeito e controlam menos os preços que os oligopolistas.

Olhando globalmente:
Nº de produtores(-para+)-Monopólio, Oligopólio, Concorrência M. e Concorrência Perfeita(CP)
Entrada no mercado (+facil para +difícil)- CP e CM, Oligopólio e Monopólio.
Controlo dos preços(>para<)-Monopólio, Oligopólio,CM e CP

No próximo post começaremos um outro capítulo (já estou farto)-Rendimentos. Até amanhã...

Mercados de concorrência Imperfeita II- Monopólio


Boa noite. Estou um pouco apertado em termos de tempo, teste de português amanhã e de Economia na 3ª feira.Hoje pelo menos, tenho de acabar os mercados. Bom, indo ao assunto em questão, já tínhamos visto que mercados perfeitos eram raros pois a maioria não obedecia às 5 condições. Formam-se então 3 novos tipos de mercados: os monopolistas, oligopolistas e os de concorrêcia monopolística. Passo então a explicar o Monopólio:

Tenhamos como exemplo a CP(caminhos-de-ferro de Portugal). Este mercado caracteriza-se por ser uma única empresa que consegue oferecer um produto apenas. A empresa monopolista tem total controlo sobre o preço do produto. A entrada de outras empresas como a CP para o mercado, é trabalho complicado devido a vários factores: o facto de não existirem bens substitutos dos comboios e o facto de existirem barreiras à entrada de novos produtores ou novas empresas nesse mercado.
Observando com atenção, concluímos que existem 3 tipos de monopólio:
-Natural- quando o mercado é muito pequeno e a empresa satisfaz todas as necessidades, mais nenhuma empresa lá consegue entrar!
-Legal- Quando o Estado intervém pode proibir simplesmente a entrada de outras empresas no mercado.
-Tecnológico- No caso da CP, as empresas só de pensarem nos custos das infra-estruturas e das máquinas e das estações ficam de cabelos em pé e nem se atrevem a entrar no mercado. São os custos e os investimentos tecnológicos avultados que afastam qualquer empresa.
Por vezes, as empresas de monopólio, por terem total controlo sobre o preço do produto, podem exagerar nos preços. Os consumidores é que sofrem. No entanto, era bom que estes lucros avultados destas empresas fossem reinvestidos para melhorar o serviço à população.
No próximo post vou falar do Oligopólio e da Concorrência Monopolística. Bom estudo!

quinta-feira, Abril 26, 2007

Um pequeno aparte- Fusão e Aquisição


Boa noite, venho cá de emergência postar isto, pois faz parte do tema antigo e eu esqueci-me. Obrigado Mara por me teres lembrado =D.

Bom não é grave. A fusão resulta, normalmente, de uma aquisição. Estes acontecimentos ou fenómenos são feitos entre empresas.
Vou dar como exemplo o caso do banco Totta. Recentemente o banco espanhol Santander comprou o banco Totta. Ou seja, o proprietário da instituição bancária espanhola passou também a dirigir, para além do seu banco, o Totta. Continuam a ser duas empresas, paralelas, independentes, mas com uma coisa em comum, o adquirente, aquele que as detém. Isto é uma aquisição.
No entanto, o proprietário dos dois bancos não ficou por aqui: juntou os dois bancos, fundiu-os. Isto é, ele para além de ter adquirido o Totta fundiu-o com o Santander. As duas empresas que eram independentes passam a ser só uma, e o proprietário, o empresário que as detinha, passa a gerir apenas uma empresa.
Como disse, uma aquisição pode resultar numa fusão, como se verificou com o actual Santander Totta.

Não esquecer que o próximo post continuará os mercados!!

Mercados de concorrência Perfeita e Imperfeita I

Bom vamos prosseguir, porque ainda há muito a falar, infelizmente para mim. Como sabemos existem muitos mercados alguns que funcionam melhor que outros, etc...
Um tipo de mercado complicado de existir é o perfeito. Vamos pegar no exemplo do livro, o mercado das couves.
Existem 5 características neste tipo de mercado. Se qualquer uma delas falhar o mercado passa a ser imperfeito daí a dificuldade dele existir. Vou passar a explicá-las:
>Transparência: no mercado das couves todos sabem o que estão a comprar e o que estão a vender. Existe portanto, uma transparência neste mercado pois não há nada que seja omitido.
>Homogeneidade: Se um vendedor de couves amarelas se põe a comparar as couves castanhas do concorrente, gera-se confusão! Ainda mais se for entre os consumidores. Como no mercado das couves só se vendem couves, nem o consumidor nem o vendedor conseguem distinguir qual a melhor ou a pior devido à homogeneidade, ao facto dos bens serem homogéneos, parecidos.
>Atomicidade: No mercado das couves juntam-se 500 agricultores todos os dias. Isto torna o mercado maior, de facto. Mas o certo é que se avaliarmos cada um desses 500 representa um "átomo" nesse mercado, ou seja, uma partícula, pois cada agricultor é de pequena dimensão.
>Permeabilidade: Se o vendedor das couves estiver farto de vender couves e quiser vender caju não haverá qualquer entrave para esta mudança. Existe o livre acesso ao mercado.
>Mobilidade dos factores de produção: Teoricamente o vendedor das couves pode mudar a sua profissão facilmente. No entanto tem de acarretar custos elevados caso mude radicalmente do ramo da sua profissão.
Como vêem um mercado perfeito exige muitas condições. Elas nem sempre são cumpridas. No próximo post vamos ver os outros tipos de mercado. Boa noite..

Mercado, o que é? Lei da Oferta e da Procura

Meus caros, estamos de novo num periodo stressante, com muitos trabalhos e testes... Espero que tenham tido uma boa Páscoa e um bom 25 de Abril. Neste 3º periodo vamos iniciar o capítulo dos Mercados. Vamos ver como funcionam e quais são os tipos.
Existem dois sentidos para a palavra mercado, o sentido corrente, que diz que o mercado é um lugar onde se realizam trocas entre consumidor e vendedor e o sentido técnico da Economia. Em Economia diz-se que mercado é o jogo que se estabelece entre o consumidor e o vendedor e que apesar das divergências em termos de interesses de cada um, existe algo que os "une": ambos querem realizar a troca.
Toda esta história da troca se resume a uma coisa: Lei da Oferta e da Procura. De uma forma simplificada, quando existe uma reduzida procura, a oferta torna-se elevada. Os vendedores baixam os preços para incentivar o consumidor. Assim quando os preços estão mais baixos os consumidores passam ao "ataque" e a procura aumenta. Ao aumento da procura segue-se a diminuição da oferta e por isso a subida dos preços. Vejam os gráficos das curvas para a melhor compreensão da matéria! É importante.
Existem dois tipos de procura: individual (quantidade de um bem procurada por uma pessoa numa certa altura) e a agregada que é o conjunto das individuais.
Para a oferta o mesmo se passa: existe a individual (quantidade de um bem oferecida por um vendedor num certo momento) e a agregada é a soma dessas quantidades procuradas.
Um último pormenor, a Curva da Oferta traduz o comportamento dos vendedores face à variação dos preços e a Curva da Procura traduz o comportamento dos consumidores face à variação dos preços.
A seguir falaremos dos mercados de concorrência perfeita e imperfeita. Vão estudando...

quinta-feira, Março 15, 2007

Deflação, Desinflação e Inflação-tipos, causas e consequências

Espero que caiba tudo neste post, já estou a chegar ao fim! Este post é um pouco prático. Contém algumas informações úteis para os cálculos, Bem, quando assistimos a uma subida generalizada e contínua dos preços e bens e serviços ao longo do tempo, assistimos à inflação. Quando assistimos a uma descida, vemos a deflação. Um caso especial é o da desinflação. A desinflação é uma mini-inflação, isto é, o preço dos bens continuam a subir só que cada vez menos!
Vamos ver algumas causas da inflação: aumento dos custos de produção( faz com que os preços subam), se importamos materiais a países inflacionados, temos de subir os preços desses bens no nosso país-inflação importada. Também, o excesso de moeda e o elevado poder de compra fazem aumentar os preços dos bens.
Em termos de consequências, a desvalorização da moeda( damos mais moeda pelo mesmo bem) e a deterioração do poder de compra das famílias são dois problemas resultantes da inflação.
Para dar exemplos tenho de explicar o que é IP(índice de preços) e IPC(índice de preços no consumidor). O IP é utilizado para se medir a evolução dos preços num só bem. O IPC é usado para se medir a evolução dos preços num conjunto grande de bens. Tanto no IP como no IPC é necessário para a fórmula 2 coisas: o ano base e o ano que se quer saber. O ano base tem sempre IP ou IPC igual a 100. Caso o IP, IPC for maior que 100, há inflação, se for inferior há deflação. Atenção que o IP e o IPC não são taxas! Por exemplo entre 2000 e 2003 houve os seguintes IPCs: 107, 105, 104, 102. Como vêem parece que houve inflacão, está acima de 100, mas houve uma diminuição lenta dos preços. Isto é um exemplo claro de desinflação. Para se calcular a inflação basta tirar 100 ao IPC. Pegando nos dados do exemplo que dei atrás dá: 107-100=7%, 5%, 4% e no fim em 2003, 2%.
Acabei de concluir a matéria amanha é o teste e só me resta desejar boa sorte a todos!

Preço de um bem-noção e factores que influenciam os preços

Esta matéria é meia esquisita, fala sobre o preço do bem, da sua utilidade...
Bom, o preço de um bem traduz, no fundo, a quantidade de moeda que é necessária para o obter. O valor de uso de um bem corresponde às características próprias que ele tem e que dependendo do local onde estão e da utilidade que nós lhe queremos dar. Por exemplo o casaco de peles no Alasca tem um valor de uso muito maior do que o mesmo casaco nos trópicos. O casaco tem a função de aquecer, e nós usamo-lo com o objectivo de nos aquecermos, caso estejamos num meio frio.
O valor de troca não é mais do que o valor que um bem possui para que seja trocado por outro. Ou seja, consideremos que o valor de troca do bem x é 4. 4 é o valor que o representa o valor do bem. Para que efectivamente haja uma troca justa, temos que procurar um bem com valor de troca idêntico.
Em termos de factores que influenciam os preços, vou apenas referir alguns:
-Custos de produção- se é usado ouro no bem x, claro que o seu preço deverá ser elevado.
-Preço dos outros bens- se existem vários bens iguais ao bem x, o produtor do bem x vai baixar os seus preços para fazer concorrência, evitando que as pessoas deixem de comprar o seu bem.
-Intervenção do Estado- se o Estado aplica impostos e taxas ao produtor do bem x, o produtor do bem x vai ter de aumentar o preço do que vende, para que tenha algum lucro.
- Imagem de marca- se o bem x tem uma marca muito conhecida, o normal é que o preço suba.
Bom espero que o próximo post seja o último! Inflação, IPC, Deflação... Até logo!

Moeda Única- € -Vantagens

Olá de novo, vou abordar neste post o tema do Euro. Quais serão as vantagens? Em seguida encontram-se as mais importantes:
-->Vantagens para os Cidadãos: como a moeda é única é fácil de comparar os preços entre os produtos; como são eliminadas as taxas de câmbio e comissões entre os países, é mais fácil o deslocamento das pessoas; haverá um crescimento económico maior graças à estabilidade da economia, logo haverá mais emprego.
-->Vantagens para as empresas: custos das transacções dentro da zona euro foram eliminados, assim não haverá perdas de dinheiro; como os custos de produção diminuem, os produtos saem mais baratos; como a mesma moeda é usada por muitos países, as empresas terão oportunidade de entrar em novos mercados mais facilmente
-->Vantagens para a economia europeia: as moedas mais fracas passam a ser mais poderosas; o mesmo se passa com as economias mais pequenas, crescem também melhor; o euro fica mais poderoso ao competir com as moedas internacionais (EUA e Japão); e no fundo o euro intensifica o sentimento da palavra UNIÃO Europeia.
No próximo post vou falar dos conceitos ligado aos preços dos bens.

Evolução da Moeda

Olá a todos, estamos em vésperas de teste e estou atrasadíssimo na matéria! Vamos dirctos ao assunto. Como viram no último post, foi necessária a criação da moeda. Vou por tópicos analisar as diferentes moedas.
->Moeda metálica- quando a moeda tomou a forma circular, era denominada de moeda principal, em que o valor facial da moeda era igual ao seu valor metálico.(ex:1 moeda de ouro=200€). Mais tarde a moeda passou a ter características diferentes, o seu valor facial era superior ao valor metálico. Esta é a moeda de trocos, ainda muito usada hoje. Uma moeda de 1€ é composta por substâncias baratas que talvez valham 20 cêntimos.
->Mais tarde surgiu a moeda papel- as pessoas, para não andarem com carradas de moedas, depositavam-nas num banqueiro. Esse banqueiro passava um certificado a comprovar o depósito. É a moeda representativa, pois representa o valor depositado. Mais tarde, esses certificados passaram a ser aceites noutras cidades como forma de pagamento. Isto demonstrava confiança(fidúcio) entre o comerciante e o consumidor-Moeda Fiduciária. Tanto a representativa como a fiduciária podiam ser convertidas em ouro e prata que estava no depósito. Dado um certo momento da história, esse certificado passou a ter valor próprio, isto é, as notas passaram a ser inconvertíveis. Este é o famoso e actual papel moeda.
-> Em último lugar, quando as notas de papel já circulavam, passou a poder-se depositá-las, assim como os cheques, no banco-moeda escritural. Uma noção mais formal de moeda escritural pode ser: constituida por depósitos previamente efectuados nos bancos e que pode ser movimentada, através dos cartões de crédito e débito e cheques. A moeda escritural é o instrumento de movimentação da moeda, realizada pelos bancos( a movimentação). Hoje é o tipo de moeda mais usual.
Bem, ficou aqui uma matéria um pouquinho aborrecida, mas não se aflijam, há-de vir pior... Até já e vão estudando!

terça-feira, Março 13, 2007

O que é a Moeda? | Trocas Directas e Indirectas

Olá a todos, estamos numa semana atribulada, faltam poucos dias para o fim mas ainda temos teste de Mat, Geo, Francês e Economia! Tenho alguns temas para esclarecer antes do teste.
Bom, como devem saber, há muitos séculos atrás, as trocas eram feitas produto por produto. A isto chama-se troca directa. Trocavam-se 10 kg de arroz por 5 kg de batatas e etc... Ora isto tem os seus inconvenientes. De seguida apresento os inconvenientes que serviram também de motivos para o aparecimento da moeda:
->Dificuldade no transporte de alguns produtos: pobre daquele que está no Minho e quer trocar 500 melões com um senhor que está em Lisboa a oferecer 350 melancias. ~
->Dupla coincidência de desejos: Se eu quisesse vender uma lâmpada precisasse de uma bexiga de porco tinha que ter muita sorte em encontrar alguém que quisesse uma lâmpada e estivesse a vender uma bexiga de porco. Por este motivo muitas trocas não se faziam por não se encontrar a pessoa certa.
->Atribuição de igual valor aos bens a trocar: será que 3 kg de cerejas correspondem a 4kg de pêssegos? Será que duas pedras equivalem a 5 maçãs? Como vêem, este problema punha-se muitas vezes aos comerciantes.
->Deterioração dos bens: se eu não conseguir vender 20000 alfaces elas vão acabar por estragar-se e o prejuizo, nem quero pensar. Alguns bens como os alimentares devem ser consumidos depressa para que estes não se estraguem.
Foi com estas carradas de inconvenientes que alguém se lembrou de arranjar um bem de aceitação generalizada que é usado como intermediário nas trocas directas: a moeda.
A moeda é a essência da troca indirecta pois fazemos a troca assim: Produto->Moeda->Produto.
No próximo post vou falar de como a moeda evoluiu ao longo dos anos. Até lá estudem muito!

quarta-feira, Março 07, 2007

Tipos de Comércio e Técnicas de Venda

Boa noite a todos. Recordando as informações do último post, vimos o que era distribuição e verificámos diferentes circuitos de distribuição: ultracurto, curto e longo.
Neste post vou, de uma forma sintética, falar dos diferentes tipos de comércio. Atenção, estes tipos SÓ se aplicam ao comércio retalhista.
Começando pelo comércio mais simples, o comércio independente ou tradicional, é aquele praticado por empresas pequenas, com poucos trabalhadores e que normalmente só têm um ponto de venda.
Para poder explicar o comércio integrado, basear-me-ei no exemplo do "El Corte Inglés". Todos sabemos que é um grande armazém com variadíssimos produtos. É um grande armazém exitente em vários pontos do globo e tem grandes dimensões. Esquematizando então o importante:
-Grande dimensões
-Tanto são grossistas como retalhistas, pois vão directamente ao produtor buscar os bens e põem-nos logo à venda.
-Têm cadeias de pontos de venda
-O estabelecimento é identificado pela marca
Insere-se neste tipo de comércio os grandes armazéns, armazéns populares(para pessoas com pouco poder de compra), grandes superfícies generalistas como o Continente ou Modelo, as grandes superfícies especializadas como a Toys"R"Us, pois são especializados em brinquedos. Existem ainda aqui os franchisings, empresas independentes que vendem uma marca, por exemplo McDonald's.
Quanto ao comércio associado, certas empresas associam-se para obterem maiores lucros, na medida em que, compram stocks em maiores quantidades a preços mais baixos. Estas empresas ao associarem-se ficam como que, mais unidas para fazerem frente ao comércio mais forte de todos- integrado.
Bom, existem diferentes formas de se vender um produto. Destaco algumas:
-Venda à distância-ex: preenche-se um cupão para se receber uma colecção de canetas.
-Venda automática-ex:pôr uma moedinha numa máquina de refrigerantes no metro.
-Venda directa-ex: um vendedor de meias de seda que bate à nossa porta de casa.
-Cibervenda-ex: comprar um bilhete para o Hawai pela internet(onde me apetecia estar)
Bem, a parte mais fastidiosa, cansativa é a da moeda que vou abordar nos próximos 2 posts penso eu. Até lá estudem muito.

Comércio- o que é a Distribuição? Diferentes Circuitos de Distribuição


Olá a todos, após um longo período sem ter aqui vindo, saúdo todos aqueles que melhoraram as suas notas a Economia. Tive um 18,3 devido ao blog e às pessoas que o vão acompanhando.
Ontem fizemos uma visita de estudo, que por acaso está ligada com a disciplina de Economia, à empresa FARMA-APS. Foi bastante interessante, pois recordou-me longos textos que aqui escrevi como a produção, bens, etc.... Estou, em relação ao blog, um pouco atrasado na matéria, mas vou tentar actualizá-lo. Começámos o capítulo 4- Comércio e Moeda. Sem mais demoras a matéria...
Como sabemos, a actividade comercial é indispensável na vida do Homem, pois é o comércio que faz a ligação entre a produção e o consumo. Dentro do comércio encontramos a distribuição. Entende-se por distribuição, conjunto de entidades responsáveis pelo transporte do bem, desde o local onde foi produzido, passando pelo local comercial, chegando até ao consumidor.
Agora, estão incluídos na distribuição 2 conceitos importantes: comércio (retalhista, grossista) e logística( actividades ligadas ao armazenamento e transporte dos produtos).
Atentando no comércio, podemos dizer que o comércio grossista recolhe de todos os produtores grandes quantidades de produtos (em quantidades "grossas") e põe esses mesmos produtos à disposição do retalhista.
Já o retalhista é a parte final desta ponte, pois vai buscar os produtos que quer ao grossista e põe-nos à disposição do consumidor.
Como imaginam, nem sempre a distribuição é feita desta forma. Vamos ver os diferentes tipos de circuitos de distribuição:
- Produtor--» Consumidor (circuito ultracurto)-Um produtor de laranjas vender as laranjas ao consumidor.
- Produtor--» Retalhista--» Consumidor (circuito curto)- O produtor de laranjas vende as laranjas para um supermercado, onde os consumidores lhes têm acesso.
- Produtor--» Grossista--» Retalhista--» Consumidor (circuito longo)-O produtor das laranjas vende as laranjas para um armazém. Os donos do supermercado contactam o armazém a fim de comprar as laranjas. No final, as laranjas do supermercado estão ao dispôr do consumidor. (Ver imagem da laranjinha nova)


No próximo post vou abordar os diferentes tipos de comércio e algumas técnicas de venda feitas pelas empresas. Até lá!

terça-feira, Fevereiro 06, 2007

Lei dos Rendimentos decrescentes e Economias e Deseconomias de Escala

Olá a todos, venho, ainda que atrasado, acabar o programa que sai no teste que será AMANHÃ! Este post finaliza a matéria mais maçuda que demos até agora. Avançando para o post...
Como sabemos, existe para cada empresa um nível óptimo de produção mas a partir de um certo ponto, ao adicionarmos sucessivas unidades de um factor variável a um factor fixo, os aumentos na produção começam a ser cada vez menores, logo os rendimentos decrescem. Daí o conceito de Lei dos Rendimentos Decrescentes. As causas podem residir numa atrapalhação entre pessoas ou falta de proporção entre os trabalhadores e as máquinas...
As economias e deseconomias de escala não são complicadas apenas temos de nos basear nuns pequenos exemplos.
Supondo que uma empresa tem 5 e produz 5. Naturalmente, se tivesse 10 produziria 10, mas, são economias de escala se com 10 produzíssemos 11 ou 12. São economias de escala, pois ao duplicarmos os factores de produção obtemos mais do dobro da quantidade produzida.
Contudo, os aumentos exagerados das dimensões de uma empresa podem provocar deseconomias de escala. Com o desperdício de recursos e dificuldade em geri-los, o custo médio de produção aumenta, acompanhando também o aumento da empresa.
Bom, finalmente este assunto está acabado e espero que corra tudo bem a todos...Boa Sorte para amanhã!

domingo, Fevereiro 04, 2007

Tipos de Capital, Fórmula do nível de produção, entre outras

Não perdendo tempo, vou directamente ao assunto, visto estar atrasado! Sabendo que capital não significa riqueza, temos vários tipos de capital: capital técnico (circulante+fixo) e um novo tipo de capital que é o capital financeiro. Este capital tem por definição ser o conjunto de meios financeiros usados pelas empresas para desenvolver a sua actividade. Tal como no técnico, este capital também tem dois subtipos: o capital próprio, que pertence ao proprietário e o capital alheio que pertence a outras pessoas.
Existe ainda, o capital natural cujo sinónimo não é nem mais nem menos que recursos naturais e também o capital humano.
Para determinarmos o nível de produção com diferentes quantidades de factores produtivos temos uma função que se designa por função de produção.
F=f(L,K,T) L-Trabalho K-Capital T-Recursos Naturais
Através desta função podemos representá-la num gráfico através de uma isoquanta(curva representativa do mesmo nível de produção mas com diferentes factores de produção). Atenção que no gráfico so representamos as variáveis K e L (y e x).
Atentando na possível análise do gráfico, a curto prazo só varia um factor, L e a longo prazo variam os dois, K e L.
Chegando à parte mais infernal da matéria, as fórmulas da produtividade.
Como é complicado de as pôr aqui, espero que saibam onde estão, nomeadamente caderno.
No próximo post, vou terminar a matéria com economias e deseconomias de escala, custos variáveis e fixos e ainda lei dos rendimentos decrescentes. Bom estudo

quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Desenvolvimento Tecnológico- importância extrema

Meus senhores, estou um pouco atrasado, queria ver se começava a pôr o blog actualizado. Queria aproveitar para agradecer a todos os que vêm ver o blog (10ºC) e também a professora de Economia que se deu ao trabalho de vir ver também como funcionava o blog. Obrigado =).
Ora, como todos sabemos a tecnologia é fundamental e está presente em todo o lado. Sabemos também que a principal característica do DT (Desenvolvimento Tecnológico) é a constante evolução.
Hoje em dia, as empresas necessitam de duas componentes para se manterem em forma: automação e informatização.
>Automação: numa empresa de fabrico automóvel, é certo que há uns anos eram pessoas que trabalhavam nas linhas de montagem e faziam gestos repetitivos e cansativos. Hoje, devido ao DT é possível que a linha de montagem funcione mais rápido e sem a intervenção directa do Homem, ou seja, as pessoas que lá estavam foram substituídas por máquinas tornando este processo produtivo mais rápido e, mais automatizado, mais automático.
>Informatização: numa empresa de vinhos, existiam, há uns anos, pessoas especializadas em campos como o valor dos vinhos, se eram bons, como iam as colheitas, o valor das receitas e dos salários a pagar blá, blá... Hoje é possível saber-se tudo isto através de uma coisa chamada computador. Isto é, através da introdução da informática na empresa é possível saber-se dados deste género com uma maior exactidão. Isto só traz vantagens, mas...
Se pensarmos bem, como o DT evolui sempre, é normal que sejam abertas novas áreas de emprego e, por outro lado, se não nos mantivermos actualizados, corremos o risco de cair no desemprego tecnológico! Estas são duas consequências possíveis do DT: desemprego tecnológico e novas oportunidades de emprego. Pensarão vocês, o que fazer para combater o desemprego tecnológico? Simples, invistam na vossa formação ao longo da vida tanto na qualificação profissional como na individual.
No próximo post vou abordar os tipos de capitais(não é nada de complicado), da combinação dos factores de produção através de uma função e ainda quais são todas as fórmulas a saber sobre a Produção. Até lá!

quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Ciclo Produtivo e Factores de Produção

Pois dando seguimento ao post anterior o ciclo produtivo está de facto relacionado com o processo produtivo. O ciclo produtivo é mais abrangente, pois abrange o processo produtivo.Então, o ciclo produtivo engloba todas as etapas por que um bem passa até chegar ao consumidor, o que inclui necessariamente o processo produtivo, mas também as actividades ligadas à distribuição.O processo produtivo exclui a parte do consumidor sendo apenas uma parte do percurso do bem. Factores de Produção são indispensáveis ao bom funcionamento do processo produtivo, pois representam os componentes e intervenientes neste processo. Há que saber que existem 3 factores de produção: Factor trabalho, factor recursos naturais e factor capital(que tem muito que se lhe diga). Vendo as características de cada um temos que:
>Recursos naturais: são todos os intervenientes ou componentes que são disponibilizados pela Natureza, daí dizermos naturais, portanto não foram alterados pela mão do homem.
>Trabalho: é no fundo, a capacidade humana para trabalhar. É óbvio que sem trabalho do homem as coisas não aparecem feitas e logo o processo produtivo não "anda para a frente".
>Capital: neste caso quando falamos de capital não estamos a falar de dinheiro. Neste grupo de componentes entram os "restos": o que não vem da natureza(recursos naturais) e o que não é do factor trabalho.
Atentando no factor capital(capital técnico-meios de produção), existem dois subtipos de capital técnico que nos vão servir de prateleiras para guardarmos os nossos "restos":
-Capital Circulante ou objectos de trabalho: matérias-primas e produtos que incidem no trabalho do homem, no fundo coisas que desaparecem na 1ª utilização ou seja produtos não "reutilisáveis"!(exemplo:adubos sementes)
-Capital Fixo ou meios de trabalho: Instrumentos de trabalho, edifícios, vias de comunicação, tudo coisas que não se esgotam na 1ª utilisação, logo são reutilisáveis várias vezes.(exemplo: tractor, forno, ceifeira)
Bem finalmente pus tudo em dia não posso adiantar o que vou dizer no próximo post porque também não sei o que é. Até lá, bom estudo.

quarta-feira, Janeiro 03, 2007

Produção, Processo produtivo e Sectores de Actividade económica

Ora, estamos mais uma vez reunidos num novo ano, espero que tenham um bom 2007 com muita festa e alegria e claro sem esquecer a economia, vamos retomar o nosso percurso falando de produção.

Todos sabemos que o principal agente económico que desempenha a função económica de produção são as empresas. É necessário produzir-se para se terem os bens que satisfazem as nossas necessidades. Então definindo produção: actividade dentro da qual se joga com os factores de produção de modo a obter bens com vista à satisfação de necessidades. Neste caso quem vai jogar com os factores é o Homem, sem esquecer que o próprio Homem é um factor de produção.
Quando falamos em produzir, falamos no acto produtivo. O acto produtivo não é mais que o percurso da produção de um bem. (ex:sal -extraído das salinas-ao extrairmos o sal estamos perante um acto produtivo, a produzir)
Um sector de actividade económica é um grupo de actividades com características comuns, logo uma profissão como a de agricultor ou suinicultor, em que há coisas comuns entre elas, serão agrupadas em 3 possíveis grupos que certamente todos sabem:
>Primário:tudo o que está ligado à natureza e aos recursos naturais(é aqui que elas se encaixam)
>Secundário:todas as actividades ligadas à transformação das matérias-primas em bens ou produtos finais. (ex: indústrias têxtil, siderurgia, construção)
>Terciário:são no fundo todas as actividades relacionadas com o comércio e os serviços.
Um país desenvolvido tem um sector I muito reduzido, o sector II com cerca de 25 a 30% e o resto, 65 a 70% de sector III.
No próximo post vou falar de ciclo produtivo, factores de produção e quais são...Até lá bom estudo!

terça-feira, Dezembro 12, 2006

--Final--

Bom, parece-me que o 1º periodo foi à sua vida e estamos a chegar ao final...do ano...Este post vai quebrar o estudo e a matéria, só para mudar um bocado os ares.
Escolhi para preencher o post, nomes brasileiros muito fora do comum mas que existem!
José Xixi/Adolpho Hitler de Oliveira/Elvis Presley da Silva/Hericlapton Silvino/Marili Monrói, Xerlo Colmes da Silva/Farmácio/Deverciclínio/Musébio/Necessário Frescura/Vicente mais ou menos de Souza/Sete Rolos de Arame Farpado/Peta Perpétua de Ceceta/Simplício Simplório de Simplicidade Simples/Pedrinha Bonitinha da Silva/Hypotenusa Gás Pereira/Júlio Sinos de Pé Curto/Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé/Zezinho Maria Guardanapo/ José Amâncio e Seus Trintas e Nove/Fridundino Eulâmpio/Flávio Cavalcante Rei da Televisão/Graciosa Rodela D'Alho/ Faraó de Egipto Souza/Finólila Piaubilina/Dosolina Piroca Tazinasso/Chevrolet da Silva Ford/ Carabino Tiro Certo/Crisoprasso Compasso/Cincero do Nascimento/Dezêncio Feverêncio de Oliveta/António Morrendo das Dores/Dolores Fuertes de Barriga/Agrícola Beterraba Areia Leão/António Americano do Brasil Mineiro/Fracassado Frango Assado........
Espero que tenha sido interessante....Não gastem muito em presentes, poupem! Mas não poupem as férias! Bom Natal e Feliz Ano Novo!
(Lá por este post ser diferente tenho de dizer....Poupem!)

terça-feira, Novembro 28, 2006

Conceitos de Consumismo, Consumerismo e Sociedade de Consumo

Olá, estou na véspera de um teste desinteressante e, para cumprir o meu objectivo (pôr toda a matéria do teste até hoje), vou falar um pouquinho destes três conceitos que estão muito relacionados uns com os outros...
O consumismo é designado como um consumo desenfreado, consome-se sob qualquer pretexto sem pensar nas consequências! Então, a aEconomia não tenta gerir os recursos da melhor forma possível?! Pois consumir mais do que é necessário é consumir desnecessariamente!! Então surge assim o consumerismo.
O consumerismo é uma organização que está a lutar contra este consumismo idiota, consciencializando as pessoas de que devem consumir de forma racional e normal, nada de excessos!
Infelizmente temos uma Sociedade de consumo, ou seja, uma sociedade baseada no consumismo! Este termo surgiu a partir da altura em que começou o consumismo...E quando foi isso?
Nos anos 50 desenvolveu-se a indústria, produzindo em massa. Os produtores debateram-se com um grave problema: "nós não temos problemas na produção, temos é na venda dos produtos!" Os produtores desenvolveram assim novas áreas como o marketing, a publicidade, estudo do mercado e técnicas de vendas para tentar induzir as pessoas ao consumo! E conseguiram, a nossa sociedade consome por tudo e por nada...Um problema interessante que eu gostaria de debater, comentem e dêem opinião sobre: "O consumismo apareceu por causa dos produtores terem arranjado estas técnicas de indução ao consumo ou são os consumidores responsáveis por ele??"
Obrigado e boa sorte a todos amanhã! =)

Factores que influenciam o consumo |||- Extra-económicos

Neste post, vou tentar limitar-me ao essencial de cada um destes factores que influenciam o consumo extra-economicamente. Começando:
>Moda: todos queremos estar na moda, logo fazemos o que ela "diz". Seguimos os passos da moda, é desta forma que ela influencia o consumo.
>Publicidade: é através da publicidade que a moda se impõe, criando-nos novos desejos e necessidades, influenciando-nos para um certo tipo de consumos.
>Tradição: nós comemos o bacalhauzinho do Natal, os Ovos da Páscoa, tudo isto são tradições que queremos, em princípio, manter. Desta forma somos "obrigados" a consumir certos tipos de bens para que a tradição se mantenha.
>Modos de vida: a sociedade é como um mestre que temos de imitar. Desta forma, imitamos os consumos da posição social superior à nossa para ver se subimos! Para reconhecerem a nossa posição social, temos que consumir certos bens...
>Estrutura etária(idade) dos agregados familiares: concerteza que um casal de velhotes não vai comprar carrinhos de bebé, nem chupetas nem roupa para bebé, dada a sua idade. Já um casal que acabou de ter um filho terá este tipo de consumos. É ou não é um factor influenciador do consumo?
No próximo post vou acabar a matéria que sai para o teste de amanhã, 3 conceitos ligados ao consumo.

segunda-feira, Novembro 27, 2006

Factores que influenciam o consumo ||- Preços e ITecnol.

Dando seguimento ao anterior post, vou falar dos últimos dois influenciadores do consumo a nível económico.
Preços-Se um preço de um bem for muito alto, é normal não ser comprado. Não nos podemos esquecer que se uma pessoa tiver um grande rendimento, o facto de um preço ser alto não será obstáculo à sua compra. Contudo, existem certos efeitos ou reacções dos preços no consumo:
>Efeito Rendimento: Se o preço de um bem, que convém que seja essencial à sobrevivência, for muito alto, somos obrigados a consumi-lo dada a sua importância. Assim, para que estes bens essenciais possam ser consumidos, o consumidor terá de fazer reduções noutros bens, paa que tenha dinheiro que chegue para o consumo do bem essencial que pretende!
>Efeito Substituição: Se o preço de um bem está muito alto, vamos tentar substitui-lo por um bem mais barato que possa satisfazer a mesma necessidade. Ao fazermos este desvio, estamos a substiui-lo, logo o conceito de efeito substituição.
>Efeito de Demonstração: Se o preço de um bem está muito alto, certos cosumidores para demonstrar que têmpoder de compra, vão aumentar o seu consumo precisamente nos bens onde se deu esse aumento de preço.
Inovação Tecnológica: Dado que este sector está em constante renovação, vão, concerteza, aparecer novos bens cuja vertente será a de inovação tecnológica. Ou seja, todos os dias saem para o mercado novos produtos relacionados com esta área. é natural que abra novos consumos e feche outros.( Cassetes de rádio já não se usam, em vez disso, são os leitores de MP3)
No próximo post vamos falar dos factores extra-económicos.

Factores que influenciam o consumo |- Rendimento, Lei de Engel e C.O.

Neste post vou falar dos variados aspectos que contribuem para as alterações do consumo. Factores Económicos: Rendimento, Preços e Inovação tecnológica. Este post vai incidir no primeiro termo.
>Rendimento: o rendimento é o principal influenciador do consumo. Como é que é possível? Simples, se uma pessoa tem um determinado rendimento, concerteza que essa pessoa lhe está limitada! Mas, nem todas as pessoas reagem da mesma forma a todos os bens. Com a Lei de Engel é possível ver de que forma isso acontece.
Para já, é preciso saber que o Coeficiente Orçamental serve para ver o peso que um determinado grupo de bens tem no total de consumos feitos por uma família. Assim, se 40% do consumo total esteja destinado à saúde, 60% estará, obviamente destinado a outras necessidades.
A Lei de Engel traduz-se pelo aumento do rendimento, pela diminuição do consumo em bens alimentares e pelo natural aumento do consumo em lazer e cultura.
-Bens e variação do rendimento:
>Bens superiores-Se o rendimento aumenta, o consumo em certas áreas como a cultura e lazer também aumentam.
>Bens inferiores-Se o rendimento aumenta, o consumo de certos bens, como os alimentares, diminuirá.
>Bens normais-Se o rendimento auments, o consumo de certos bens também aumentará mas de forma reduzida!
No próximo post vou continuar o tema: Factores que influenciam o consumo.

quarta-feira, Novembro 22, 2006

Consumo- tipos de consumo

Ora, dando seguimento ao post anterior, em que se falou de bens, vou falar de consumo, criando uma ligação entre necessidades e bens.O consumo é o acto de usar um bem ou serviço para satisfazer uma necessidade, daí a ligação que referi. Vendo agora como se podem distinguir diferentes tipos de consumo:
>Consumo final- uso de um bem para a eliminação imediata da necessidade. (alimentos)
>Consumo intermédio-uso de um bem na produção de outro. (combustíveis)
>Consumo individual- aplicação de um bem apenas numa só pessoa(roupa-só um indivíduo a usa individualmente).
>Consumo colectivo-uso de um bem ou serviço que pode eliminar uma necessidade juntamente com outras pessoas(transportes públicos-são usados por várias pessoas).
>Consumo essencial-uso de um bem para eliminação de uma necessidade primária como a alimentação.
>Consumo supérfluo-uso de um bem na eliminação de uma necessidade terciária como o uso de perfumes.

No próximo post vou falar dos factores que influenciam o consumo.
Até ao próximo post...

Bens- características

Olá, estou a postar de novo para continuar o tema que está no post Necessidades.
Os bens são usados para a satisfação das necessidades. Existem vários tipos de bens: os materiais e os imateriais (serviços-escola, hospital...). Nos bens materiais é que a coisa se complica, temos vários aspectos dentro deste tipo de bens. Eles são:
>Quanto à função: bens de produção ou de consumo. Os bens de produção podem ser por exemplo uma maçã (bem) que vai ser usada para se fazer uma compota(outro bem). Um bem é usado para produzir outro a partir dele. Os bens de consumo são para consumir sem se produzir.
>Quanto à duração: bens duradouros e não duradouros. Os duradouros podem ter várias utilizações enquanto que os bens não duradouros como a gasolina, não podem voltar a ser usados. Um lápis é um bem duradouro, pois dura bastante tempo.
>Quanto às relações recíprocas: só é possível analisar este parâmetro relacionando dois bens. Para uma necessidade, podemos usar dois bens que a satisfaçam.(bens substituíveis -tanto um como outro satisfazem essa necessidade e são complementares pois em conjunto podem satisfazê-la)
Bom, o próximo post será dedicado ao consumo....

terça-feira, Novembro 21, 2006

Necessidades


Fazendo uma pequena e breve introdução ao assunto vamos seguir o esquema:
Necessidades-- uso de bens (consumo)-- satisfação de necessidades
Definindo necessidade de uma forma simples: corresponde à insatisfação, estado de carência.
Portanto, é através de um bem útil, que se elimina a necessidade. Surgem então, várias características das necessidades:
>Multiplicidade:necessidades múltiplas e variadas como a alimentação.
>Saciabilidade:necessidade que diminui de intensidade à medida que se usa um bem.(sede)
>Substituibilidade:uma mesma necessidade que pode ser satisfeita com bens diferentes.(alimentos)
Existem também outros critérios para se classificarem necessidades:
»Importância: primárias(indispensáveis à vida-comer), secundárias (o que é necessário-ir ao médico) e terciárias( supérfluas ou de luxo- usar um perfume)
»Custo: económicas(uso de roupa) ou não económicas(respirar). Por outras palavras se é preciso dinheiro para as satisfazer.
»Colectividade: colectivas(uso de transportes públicos) ou individuais(comer)
Deste modo sabemos que tipo de necessidades temos. Em função de cada tipo de necessidade, iremos, penso eu, consumir de uma certa forma.
O próximo post será sobre o consumo...

Micro e Macroeconomia || Necessidades

Olá de novo, estou aqui para concluir um assunto referente ao post anterior. No último post falamos de agentes económicos, nomeadamente quais eram. Há ainda outro aspecto importante a referir que é: como se comportam estes agentes económicos.
É neste contexto que se fala nos dois termos do título do post.
Por exemplo, a família Rodometálica de Andrade é um agente económico. Mas só nos estamos a referir àquela- temos portanto uma visão simples, micro do agente económico. (Microeconomia)
Mas se considerarmos o conjunto das famílias portuguesas, temos ou não temos uma visão muito mais vasta, global? É a partir daqui que nasce o termo Macroeconomia, estuda os agentes económicos de uma forma macro, geral...
Para terminar vou apenas introduzir o tema 2: Necessidades e consumo. Vou falar de necessidades, bens e consumo. Como se interligam, de que falam, características,tipos, etc... Nota: Dado que os 3 assuntos estão bastante ligados, interpretem os próximos posts como subposts deste!
Até ao próximo...

quinta-feira, Novembro 16, 2006

Actividade Económica e Agentes Económicos

Como já vimos noutro post, a Economia tem um objectivo: ter um mínimo custo para obter um máximo de benefício. Vimos também que a Economia interessa-se por produzir bens para serem distribuidos pela população.
Deste modo, existem as actividades económicas- conjunto de procedimentos para a obtenção de bens com vista a satisfação de necessidades.
Temos então o modelo da actividade económica em geral:
Produção- Distribuição- Repartição de rendimentos- Consumo- Poupança
Os bens são produzidos, distribuidos, e geram rendimento. Esse rendimento é distribuido aos intervenientes da produção. O consumo aparece como sendo o resultado da distribuição dos bens.
Assim, cada agente económico, desempenha uma função económica neste encadeamento de acções:
Produção(actividade)- empresas(agente)
Distribuição- empresas transportadoras/comércio
Repartição dos rendimentos- trabalhadores(salário), empresário(lucro), bancos(juros), proprietário do terreno da empresa(renda)
Consumo e poupança- famílias
Portanto, este deve ser o comportamento dos agentes económicos perante a actividade económica.
Obrigado.

sexta-feira, Novembro 10, 2006

Custo de oportunidade e Princípio da Racionalidade Económica

Como já sabemos, a Economia tenta gerir os recursos de modo a que possam satisfazer o maior nº possível de necessidades, com o mínimo custo possível. Portanto, há que fazer escolhas.
Por exemplo, temos 10€ e temos de decidir se levamos um livro ou um almoço...Naturalmente não podemos satisfazer as duas necessidades aqui referidas e vamos fazer uma escolha. Se escolhermos o almoço, automaticamente sacrificamos a hipótese do livro. Esta acção, digamos, denomina-se por custo de oportunidade.
Custo de oportunidade -indica todas as opções que sacrificamos com vista à obtenção de algo.
Já o princípio da racionalidade económica é muito semelhante: fazemos escolhas para ter o mais elevado benefício possível com o mínmo custo.
Foi bastante simples pois estes 2 conceitos estão relacionados um com o outro.
Bgd

quinta-feira, Novembro 09, 2006

Afinal, a Economia estuda o quê?

Neste post de hoje vou apenas falar do que estuda a Economia...Ninguém nos sabe dizer ao certo o que é...
Este planeta tem um grande problema...problema económico. O problema económico é a escassez... Todos nós sabemos que o petróleo está a acabar, o carvão, todos estes recursos são limitados! Só que as nossas necessidades não o são...Todos os dias sentimos a necessidade de comer, beber ir para o trabalho, para a escola etc...Mas os recursos que nós usamos para satisfazer estas necessidades, um dia, vão acabar. Este problema é um problema económico porque é estudado pela Economia. Qual é, afinal, o papel da Economia neste grave problema?
A Economia, como ciência social, vai tentar gerir da melhor forma possível estes recursos de forma a satisfazer o maior nº de necessidades possível. Este é, fundamentalmente, o objecto de estudo da Economia.

Obrigado, até à próxima.

quarta-feira, Novembro 08, 2006

O que é Economia? Porque é que é uma ciência social?

A Economia é uma ciência bastante recente comparada com outras. E, para quem não sabe é uma ciência social. E porquê perguntam vocês? Porque estuda a sociedade!
Existem fenómenos sociais, que são relações estabelecidas entre o Homem e o que o rodeia.
Como é óbvio, todos os dias a toda a hora acontecem fenómenos sociais. Ao conjunto destes fenómenos todos, chamamos realidade social. Apercebem-se assim de que a realidade social e muitíssimo complexa! Porém, existe um conjunto de ciências, as ciências sociais, que estudam esta realidade social. Por exemplo, História, Geografia, Direito, Política, Economia, Sociologia e Demografia, constituem este conjunto de ciências. Cada uma delas vai estudar da sua forma e do seu ponto de vista, uma parte desta realidade! (história-estuda fenómenos históricos inseridos na realidade social)
E portanto, a Economia, como ciência social que é, vai incidir sobre os pontos de vista económicos e estudar fenómenos sociais do tipo económico, ou seja, fenómenos económicos.

Obrigado. =)